Rito Escocês Antigo e Aceito

O Supremo Conselho dos Grandes Inspectores Gerais do 33º Grau do Rito Escocês Antigo e Aceito para Portugal e sua jurisdição é o seu órgão máximo com plenos poderes para o dirigir e regulamentar.
É constituído por um mínimo de 9 e um máximo de 33 membros vitalícios, por ele escolhidos por unanimidade entre os decorados com o grau 33.

Além dos seus regulamento e ritual próprios, o Supremo Conselho rege-se superiormente pelas Grandes Constituições de 1786.

Até 1929, o Grande Oriente Lusitano estava unido ao Supremo Conselho e o Soberano Grande Comendador era igualmente o Grão-Meste. A partir de 1929, um acordo internacional obrigou à separação das duas potências que, desde então, passaram a estabelecer um acordo nos termos do qual o Supremo Conselho delega no Grande Oriente Lusitano a administração dos três primeiros graus, recrutando neles os seus membros.

Assim, as Lojas Simbólicas (graus 1º, 2º e 3º) trabalham sob os auspícios do Grande Oriente Lusitano enquanto que as Lojas de Perfeição (graus 4º a 14º), Capítulos (graus 15º a 18º), Areópagos (graus 19º a 30º), Consistórios (graus 31º e 32º) e Conselho Supremo (grau 33º) funcionam sob os auspícios do Supremo Conselho do Grau 33.

As Lojas Capitulares, Areopagitas e Consistoriais existentes no G.·.O.·.L.·. em 1929 mantiveram as suas designações a título honorífico.
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Rito Francês

A fundação do Grande Oriente Lusitano (G.·.O.·.L.·.) remonta a 1802.

Dois anos depois, em 1804, foi assinado um Tratado de Amizade com o Grande Oriente de França (G.·.O.·.D.·.F.·.).

Muito provavelmente, terá sido nessa altura que o G.·.O.·.D.·.F.·.outorgou ao G.·.O.·.L.·.uma Patente para os Altos Graus do Rito Francês (R.·. F.·.), visto que a Constituição do G.·.O.·.L.·.de 1806, se lhe refere explicitamente, nos seus Capítulos IIIº e XIIIº, o que pressupõe a existência do Soberano Grande Capítulo de Cavaleiros Rosa Cruz S.·.G.·.C.·.C.·.R.·.C.·.).

Em 1869, a Maçonaria Portuguesa reorganizou-se no Grande Oriente Lusitano Unido (G.·.O.·.L.·.U.·.), Supremo Conselho da Maçonaria Portuguesa, com duas Câmaras Litúrgicas:

O Supremo Conselho da Maçonaria Portuguesa (Câmara Chefe do Rito Escocês Antigo e Aceite, presidida pelo Sap.·. Grão Mestre, na qualidade de Soberano Grande Comendador);

O Soberano Grande Capítulo de Cavaleiros Rosa Cruz (Câmara Chefe do Rito Francês, presidida pelo Sap.·. Grão Mestre Adjunto, na qualidade de Poderoso Grande Presidente).

A evolução histórica dos Altos Graus do R.·. F.·.conheceu vicissitudes diferentes. Enquanto em França deixaram de ser praticados durante cerca de 150 anos, a partir da segunda metade do Século XIX, em Portugal os trabalhos prosseguiram apesar das inúmeras perseguições à Maçonaria.
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