Nascimento em Portugal
A introdução da Maçonaria em Portugal remonta ao segundo quartel do século XVIII. Talvez por 1727, foi fundada por comerciantes britânicos estantes em Lisboa uma loja que ficou conhecida nos registos da Inquisição como dos “Hereges Mercadores”, por serem protestantes quase todos os seus membros. Esta loja veio a regularizar-se em 1735, filiando-se na Grande Loja de Londres onde obteve, primeiro, o número de registo 135 e, depois, o 120. Só em 1755 seria abatida ao quadro das lojas de presidência londrina, embora provavelmente não trabalhasse desde havia muito. A Inquisição não a incomodou, por certo devido à nacionalidade e à homogeneidade profissional dos seus participantes, protegidos pelos tratados com a Inglaterra.
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Percurso Histórico
Grande Oriente e Constituição (1801-1806)
Nos começos dos século XIX, o número de lojas e de filiados justificava já uma organização bastante completa da Ordem, consoante os modelos britânico e francês.
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Perseguições e Triunfo (1809-1828)
As Invasões Francesas deram pretexto às autoridades para ajuntarem novo motivo de perseguir: o da traição à Pátria.
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Período de Consolidação (1834-1869)
O triunfo definitivo do Liberalismo, em 1834, trouxe os maçons ao poder, onde durante quase um século se iriam aguentar.
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Unificação e Apogeu (1869-1910)
Entre 1867 e 1872 tornou-se enfim possível conciliar a família maçónica desavinda. 1869 representou data importante neste processo de unificação, visto que três das quatro obediências então subsistentes chegaram a acordo.
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Maçonaria e República (1910-1914)
Nos começos do século XX, a aproximação entre Maçonaria e republicanismo foi crescendo. Existiam, sem dúvida, obreiros monárquicos. Mas a grande maioria dos maçons abraçava o ideal republicano. Nada havia de extraordinário nem de condenável neste facto, se fosse possível evitar a identificação entre Maçonaria e Partido Republicano.
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A Cisão de 1914 (1914-1926)
A divisão ocorreu em 1914. Como razões aparentes não se invocaram, claro está, as de natureza política. Ligaram-se antes a questões de rito e de formalidade.
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A Maçonaria em 1926 (1926-1927)
Em fins de 1926, depois de conseguida a união das duas Maçonarias portuguesas, existiam em Portugal Continental, Insular e Ultramarino 3153 maçons agrupados em 115 lojas e triângulos. Para uma população de cerca de 6.500.000 pessoas, aquele número correspondia a um maçon por cada 2000 habitantes.
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O Grão-Mestrado (1928-1930)
A 7 de Dezembro de 1928 falecia o Grão-Mestre Magalhães Lima. A Grande Dieta Maçónica elegeu, pouco tempo depois, António José de Almeida, cujo estado de saúde e senilidade precoce o impediam totalmente de consagrar à Ordem o tempo e os esforços de que ela carecia em período tão grave, e de ser, portanto, o chefe que pudesse erguer a bandeira do tremendo combate em curso.
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Luta contra a Ditadura (1931-1935)
Um ano mais tarde, na mensagem à Grande Dieta, o tom do discurso do Grão-Mestre modificara-se. Em vez das palavras de moderação e de construção pacífica, em vez dos programas de reorganização nacional, surgiam agora as expressões de luta incansável contra a Ditadura.
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A Extinção (1935)
Em 19 de Janeiro de 1935, na recém-inaugurada Assembleia Nacional do Estado Novo, o deputado José Cabral apresentou um projecto de lei proibindo aos cidadãos portugueses fazerem parte de associações secretas, sob penas várias que incluíam sempre prisão, multa e, em casos de reincidência, desterro.
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A Ditadura (1935-1974)
No Grande Oriente Lusitano Unido, a resistência à Lei de proibição de 1935 foi a atitude oficial a tomar. Coube ao Grão-Mestre interino, Luís Gonçalves Rebordão, a difícil tarefa de transportar o facho durante 37 anos, até ao final da clandestinidade, impedindo que a Maçonaria portuguesa procurasse refúgio no exílio.
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Em Liberdade (1974-…)
Na sequência da revolução de 25 de Abril de 1974 o Grande Oriente Lusitano viu de novo reconhecido o seu direito à livre expressão e reunião. O primeiro governo provisório, logo a seguir à revolução, teve a presidi-lo Adelino da Palma Carlos, Obreiro do Grande Oriente Lusitano.
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Past Grão-Mestres
José Mendes Ribeiro Norton de Matos
Nasce em Ponte de Lima, distrito de Viana do Castelo, na Rua do Pinheiro, a 23 de Março de 1867.
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Bernardino Luís Machado Guimarães
Nasceu, no Rio de Janeiro, a 28 de Março de 1851 e morreu, no Porto, a 29 de Abril de 1944.
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Sebastião de Magalhães Lima
Nasce no Rio de Janeiro, Brasil, a 30 de Maio de 1850, filho de emigrantes portugueses, Sebastião de Carvalho Lima e Leocádia Rodrigues Pinto de Magalhães.
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José da Silva Carvalho
Nasce em Dianteira, S. João das Areias, Santa Comba Dão, a 19 de Dezembro de 1782, filho de um casal de lavradores pobres.
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Fernando Romão da Costa de Ataíde e Teive de Sousa Coutinho
Nasce em Viseu a 25 de Novembro de 1775, filho Fernando da Costa de Ataíde e Teive de Sousa, Governador do Pará e das Armas do Alentejo, e de D. Francisca Antónia de Mendonça.
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João Vicente Pimentel Maldonado
Nasce em Lisboa a 22 de Janeiro de 1773.
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João da Cunha Souto Maior
Nasce em Viana do Minho a 22 de Setembro de 1767, filho de Manuel António da Cunha Souto Maior, conselheiro, e de D. Vicência Luísa Pereira Souto Maior.
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Sebastião José de Sampaio de Melo e Castro Lusignan
Nasce em Lisboa a 13 de Fevereiro de 1764, filho de António de Sampaio Melo e Castro Moniz e Torres Lusignan, 1º conde de Sampaio, e de D. Teresa Violante Eva Judite de Daun.
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José Aleixo Falcão de Gamboa Fragoso Wanzeler
Nasce em Lisboa a 17 de Julho de 1762, filho de Lourenço Wanzeler, contador-mor do Reino, e de D. Maria de Lima e Melo Falcão de Gamboa Fragoso.
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Fernando Luís Pereira de Sousa Barradas
Nasce em Brasfemes, Coimbra, a 29 de Novembro de 1757, filho de João de Sousa Barradas, advogado em Mariana, e de D. Jacinta Maria da Silva.
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Gomes Pereira Freire de Andrade e Castro
Nasce em Viena, Áustria, a 27 de Janeiro de 1757, filho de Ambrósio Pereira Freire de Andrade e Castro, e da Condessa Elisabeth von Schaffgotsch.
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- A soberania reside no povo maçónico
- Maçonaria e República
(1910-1914)
- Os seus efectivos duplicaram em poucos anos, de 2000 para 4000 associados, com um correspondente aumento no número de lojas e de triângulos. No Parlamento, metade ou mais de metade dos representantes do povo pertencia à Ordem.
- Organização
- Requisitos


