Comemorações do Centenário da República
arrancaram no Porto a 31 de Janeiro
Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano-Maçonaria Portuguesa historiou percurso e valores do republicanismo português
As comemorações do Centenário da República arrancaram no Porto, no passado dia 31 de Janeiro, com uma cerimónia que decorreu no cemitério do Prado do Repouso em homenagem aos republicanos que, em 1910, exactamente naquele dia, se revoltaram na capital do Norte.
Na véspera, também naquela cidade, já quatro artistas nortenhos – Rui Veloso, Pedro Abrunhosa, Rui Reininho e Sérgio Godinho – haviam actuado num espectáculo intitulado “4 Vozes para 100 anos de República” e o Prof. Doutor Amadeu Carvalho Homem pronunciara a conferência “Como Construir a República no século XXI”.
As comemorações, que contaram com a presença do Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, tiveram a sua abertura oficial às 11.40, na Av. dos Aliados, com o hastear da Bandeira ao som de “A Portuguesa”. Seguiram-se intervenções do Presidente da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, do Primeiro Ministro e do Presidente da República. Outro ponto alto deste dia foi a abertura ao público da exposição “Resistência. Da alternativa Republicana à luta contra a Ditadura”, na ex-Cadeia da Relação do Porto.
Às 18.00 horas foi inaugurada, no Ateneu Comercial do Porto, numa iniciativa da Associação 31 de Janeiro, a exposição “Quem fez a República”, produzida pela Fundação Mário Soares. Às 18.30 foi apresentada a obra “A Maçonaria e a Implantação da República”, pelo Dr. Alfredo Caldeira, em nome da Fundação Mário Soares, e Dr. António Lopes, em nome do Museu Maçónico Português.
Perante uma assistência que enchia por completo o salão nobre do Ateneu Comercial do Porto, seguiu-se a intervenção do Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, António Reis, que historiou o percurso do republicanismo português, assim como os valores que o sustentam. Mencionou, neste âmbito, não apenas os Congressos Republicanos realizados nos últimos anos da monarquia, mas também os Congressos Maçónicos da mesma época e a modernidade das ideias neles debatidas.
O Grão-Mestre do GOL referiu-se ainda à estrutura da Maçonaria na época, aos seus Obreiros intervenientes nos acontecimentos do 5 de Outubro, e aos próprios acontecimentos desse dia, ao mesmo tempo que destacou a importância desta obra para preservar na memória de todos a importância dos acontecimentos de 1910.
Escreva o seu comentário
NOTA: A discussão e uso dos comentários são encorajados e esperados. Contudo, a moderação dos comentários é também necessária, por forma a prevenir a proliferação de SPAM (publicidade), ataques pessoais, uso de impropérios, conteúdos de índole pessoal que os tornem impróprios para publicação ou mesmo comentários que não estejam directamente relacionados com o tema proposto. Todos os comentários serão previamente filtrados, antes de publicação, sendo mantido o seu conteúdo, sempre que editados.
Trackback | Subscrever feed de RSS para os comentários