para o “diálogo das Civilizações”
A muçulmana Faranaz Keshavjee acusou “um certo mediatismo e o mútuo desconhecimento de uns sobre os outros” de estarem na origem de “várias ideias erradas”, entre as quais a que postula que “só no mundo dos religiosos e das religiões encontramos a apetência natural para a violência”, ao intervir no 1º Encontro Internacional de Lisboa, levado a cabo em Lisboa por iniciativa do Grande Oriente Lusitano, no passado dia 5 de Maio.
Faranaz Keshavjee
Entre as entorses à verdade provocadas por raciocínios deste género, a oradora citou “em primeiro lugar que a violência é uma coisa dos outros; em segundo, que essa violência tem sempre uma matriz religiosa; e finalmente que só pode ser islâmica“.
Por exemplo, “devemos (…) saber distinguir o que separa a Verdade e a Violência que justifica uma guerra justa e a que faz a guerra santa. Ou qual a ideia de sagrado ou profano (…) que justifica a destruição do eixo do mal e a que faz a guerra aos infiéis“.
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31 de Maio de 2007 20:12
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A Maçonaria no distrito de Portalegre
(…) A partir de 1990, a investigação universitária começou a investir neste objecto de estudo (a Maçonaria), mesclando-se aqui interesses comuns às instituições maçónicas e aos investigadores: as instituições maçónicas compreendem que a divergência entre as realidades da Maçonaria e a sua imagem pública é um handicap a considerar na sua vontade de alargar a base de recrutamento e de responder aos ataques de que foram e são alvo; os investigadores vêem neste grupo de partilha específico um vasto território de pesquisa, na verdade um case study, que ainda necessita de ser decifrado, já que os documentos disponíveis estão parcialmente por explorar ou não estão contextualizados. Esse esforço de exploração e de contextualização dos elementos documentais é realizado com inequívoca proficiência científica pelo Professor Doutor António Ventura em A Maçonaria no Distrito de Portalegre. (…)
António Ventura, autor do livro
E entramos agora mais concretamente no trabalho de António Ventura: de facto, A Maçonaria no Distrito de Portalegre inscreve-se nesta nova perspectiva, utilizando com total disponibilidade as competências do historiador contemporâneo. E deve dizer-se que as de António Ventura são muitas e sólidas.
Em primeiro lugar é importante assinalar que estes trabalhos de investigação de regiões delimitadas geograficamente são tão importantes para se construir a verdadeira História da Maçonaria, instituição criada no Século XVIII na Inglaterra por um conjunto de gentlemen que partilhavam interesses e objectivos comuns, como os de índole mais abrangente. Penso mesmo que estas obras são indispensáveis, que sem elas é praticamente impossível chegar àquilo que poderíamos apelidar de grande História.
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29 de Maio de 2007 14:15
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sobre preconceitos contra a Maçonaria
Mesmo em democracia, “particularmente aqui em Portugal, a condição de maçon pode originar perseguições, incompreensões e prejuízos da vida profissional”, disse António Reis, Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano (GOL), quando entrevistado pelo “Diário de Notícias”, pelo jornalista Francisco Mangas.
Quando questionado sobre se essa situação ainda se verifica nos nossos dias, António Reis respondeu: “Ainda hoje, infelizmente. Vivemos décadas de ditadura, a própria Igreja Católica durante séculos acabou por criar na sociedade uma imagem da Maçonaria completamente deformada, como se fosse uma seita apostada na conquista do poder por meios ilícitos, de uma seita que pretendia simplesmente destruir as religiões, o que não é verdade. Fazemos questão em ter crentes de diferentes religiões, para além de ateus e agnósticos”.
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28 de Maio de 2007 14:31
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à Grande Loja Feminina
A Grande Loja Feminina de Portugal (GLFP) conta com mais de 300 mulheres, que se reúnem “com periodicidade quinzenal, ininterruptamente desde há 25 anos”. Esta é uma das notícias dadas à estampa no “Público” do passado dia 18 de Maio, num artigo assinado por São José Almeida, tendo como base declarações da Grã-Mestra da GLFP, Maria Belo.
Maria Belo, Grã-Mestra da GLFP
“Há um crescendo de adesão, nos diversos países da Europa e não só em Portugal”, disse Maria Belo. Apesar de todas as dificuldades por que passou mesmo depois do 25 de Abril, a Maçonaria feminina é hoje “a única organização feminina com 25 anos que nunca deixou de se reunir de 15 em 15 dias”, orgulha-se a Grã-Mestra, que reconhece a inexistência “de tradição do trabalho feminino conjunto” no nosso País.
Depois de aludir à importância dos ideais maçónicos da liberdade, igualdade e fraternidade, e confrontada com uma questão referente ao facto de na Europa se discutir o modelo social europeu, Maria Belo afirma que “resta à Maçonaria fazer fazer por que haja qualquer coisa que supra a sua falta. Não podemos pensar que estamos sozinhos no mundo”.
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28 de Maio de 2007 14:28
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Com apresentação de Salvato Telles de Menezes no dia 26 de Maio, Sábado, pelas 15:30h, no Centro de Congressos da Câmara Municipal de Portalegre, antigo Colégio de São Sebastião, antecedido por um concerto da Orquestra da Escola de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco, sob a direcção de José Raimundo, que executará os andamentos 1º e 4º da Sinfonia nº1, Opus 11, de João Domingos , e no dia 28 de Maio, Segunda-Feira, pelas 18:30h, no Grémio Lusitano.

Da autoria de António Ventura, professor catedrático da Faculdade de Letras de Lisboa, este livro principia com uma introdução sobre os séculos XVIII e XIX, estudando depois, de forma mais sistemática, o período compreendido entre 1903 e 1935, balizas temporais que correspondem à constituição do Triângulo nº 31, de Portalegre, e à fundação do Triângulo nº 368, de Ponte de Sor.
Percorre as Oficinas de várias obediências existentes no Distrito – Lojas e Triângulos – vinculados ao Grande Oriente Lusitano Unido, ao Grémio Luso-Escocês e ao Direito Humano, com os respectivos quadros e biografias dos seus membros, bem como os naturais do Distrito que pertenceram a oficinas noutros pontos do país.
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24 de Maio de 2007 14:16
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Reunião em Matosinhos elegeu Jefferson Scheer
O novo presidente do Centro de Ligação e de Informação das Potências Maçónicas Signatárias do Apelo de Estrasburgo (CLIPSAS) é o brasileiro Jefferson Scheer, Grão-Mestre da Grande Loja Unida do Paraná, eleito pela Assembleia-Geral da organização, que se realizou no passado dia 19 de Maio, em Matosinhos. Scheer substitui no cargo o congolês Gabriel Nzambila, que exerceu a presidência durante o último triénio.
A participação do CLIPSAS na Organização das Nações Unidas (ONU), com o estatuto de observador, foi defendida pelo novo presidente da estrutura que aglutina a Maçonaria liberal.
“Nas Nações Unidas queremos apresentar as ideias dos maçons liberais, representando o pensamento dos seus membros. Sempre que o CLIPSAS se pronunciar, será em respeito da vontade da maioria”, declarou Jefferson Scheer ao “Diário de Notícias”.
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23 de Maio de 2007 16:36
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“Quando, na evolução, se deu a passagem do animal ao Homem, apareceu no mundo uma forma inquieta que leva consigo, constitutivamente, a pergunta pelo sentido de todos os sentidos, portanto, a pergunta pelo sentido último”, analisou Anselmo Borges, padre e professor de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, quando interveio no 1º Encontro Internacional de Lisboa, convocado pelo Grande Oriente Lusitano para o passado dia 5 de Maio, em Lisboa.
Anselmo Borges, Padre e professor de Filosofia
“A dinâmica religiosa deriva da experiência de contingência radical e da esperança num sentido final. A mesma experiência tem um duplo pólo: a radical problematicidade do mundo e da existência e a referência em esperança a uma resposta de sentido último, plenitude, felicidade, orientação, identidade, salvação”, acrescentou Anselmo Borges.
“Este domínio da busca de sentido aparece de modo tão central na vida humana que a história da humanidade não se compreende sem a história da consciência religiosa, não sendo de esperar o fim da religião (ou das religiões)”.
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22 de Maio de 2007 14:52
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As perguntas de Ina Pipéraky
Ao intervir durante o 1º Encontro Internacional de Lisboa, no passado dia 5 de Maio, a representante da Ordem Maçónica Internacional Delphi (Grécia), Ina Pipéraky, colocou um conjunto de questões que tinham como pano de fundo a pergunta que fez aos participantes: “Que caminho há para as espiritualidades não religiosas e, em particular, para a Maçonaria?”
“Por que razão as espiritualidades não religiosas, desde há mais de dois mil anos, continuam a mobilizar os grandes homens de hoje? Como é que se situam no espaço e no tempo e como marcaram as culturas?
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21 de Maio de 2007 13:13
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Uma exterioriza a outra
Partindo do fenómeno religioso, o Grão-Mestre do Grande Oriente Paulista, Durval de Oliveira, interveio na tarde do passado dia 5 de Maio no 1º Encontro Internacional de Lisboa, no painel “As Religiões e a Maçonaria no séc. XXI”.
Na sua alocução, sustentou que “o medo do desconhecido e a necessidade de dar sentido ao mundo que o cerca levaram o homem a fundar diversos sistemas de crenças, religião (do latim “religião” – “religare”): ligar, atar, apertar (…) o sagrado e o profano configuram duas maneiras de estar no mundo e duas atitudes existenciais do homem ao longo da sua história”.
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21 de Maio de 2007 13:12
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Entre a violência e a razão
Foi a partir de um aprofundado estudo histórico que Michel Miaille, professor de Direito em Montpelier e alto responsável da Grande Loja Mista Universal de França, apresentou, durante o 1º Encontro Internacional de Lisboa, em 5 de Maio último, uma comunicação que seguiu de perto o tema proposto, através de vários ângulos de abordagem.
Liberté Egalité Fraternité
Começando pela laicidade, considerou que esta palavra “entrou tarde no vocabulário francês” tendo agora um “sentido relativamente preciso” para os seus compatriotas.
“Vinda das leis históricas de 1880-1882 sobre a escola, tal como a lei de 1905 dita da separação entre as igrejas e o Estado, esta palavra refere-se, desde o princípio, a um regime jurídico, a um estatuto legal que separa dois domínios da vida social: um que releva da vida privada e da consciência individual absolutamente livres, outro que releva do espaço público que se abstém de qualquer escolha metafísica e não reconhece qualquer culto”, definiu Michel Miaille.
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16 de Maio de 2007 15:00
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